Marcel de Almeida Freitas *
O presente texto pretende apontar, ainda que preliminarmente, algumas contribuições do campo antropológico, especialmente da Antropologia Cultural, e do campo psicológico, mormente da Psicologia Social, para o conjunto curricular do curso de especialização em Atenção Farmacêutica. Desse modo, de início apontaremos alguns conceitos relevantes da Antropologia e da Psicologia para essa área de formação e atuação e depois tentaremos esboçar como tais temas poderiam ser tratados do ponto de vista da didática específica do referido curso.
Sob o ponto de vista etimológico, isto é, da origem das palavras, ‘antropologia’ significa o estudo do homem, melhor dizendo, do ser humano. Diante disso, se coloca a pergunta: o que a distingue de outras ciências humanas, tendo-se em vista que também se dedica a investigar a humanidade? A Antropologia busca conhecer o ser humano enquanto componente de certo grupo socialmente organizado. Os principais campos da Antropologia são a Antropologia Física, que estuda as diferenças somáticas entre os diversos povos; a Antropologia Social, que investiga as principais estruturas sociais, como as leis, o matrimônio, a economia, a política, aproximando-se, desta feita, da Sociologia e, por fim, a Antropologia Cultural, que
“Investiga as culturas humanas no tempo e no espaço, suas origens e desenvolvimento, suas semelhanças e diferenças (...). Tem o foco de interesse voltado para o conhecimento do comportamento cultural, adquirido por aprendizado, analisando-o em todas suas dimensões” (Marconi e Presotto, 2001:26).
A escrita antropológica, ou seja, o relatório antropológico, possui dois momentos distintos, mas indissociáveis: o primeiro é a coleta e tratamento dos dados, chamado etnografia. O segundo passo é a etnologia, a tarefa de escrever e teorizar sobre os dados coletados. As principais técnicas antropológicas são a observação participante (acompanhar um grupo, sem interferir nele, por um certo tempo), a entrevista com sujeitos do grupo e também a análise estatística e a antropometria (medição de crânios, ossos, altura, etc., muito utilizada pela Medicina Legal).
Tal como a Psicologia, o objeto de estudo da Antropologia também é assaz extenso, pois engloba a humanidade – representada nas suas diferentes etnias – no que diz respeito à realidade biopsicocultural, isto é, os seres humanos em grupo pensam, sentem, agem de uma certa maneira. Cabe a Antropologia mapear e analisar que maneira é essa que os distingue de outros povos, igualmente humanos. Vai se diferenciar da Sociologia porque o foco dessa é ‘o grupo’, e da Psicologia porque o foco dessa é ‘o sujeito’ (a subjetividade).
O campo da Antropologia que trata mais diretamente da saúde e da doença é a Antropologia Médica. Recentemente se tem observado o esforço dos cursos para abrir um espaço de diálogo entre Antropologia e ciências médicas. Neste espírito de diálogo, repensando a relação saúde/cultura, há a proposta de um modelo alternativo ao da biomecânica. As ciências naturais são relativizadas, vistas como um modelo entre vários outros modelos médicos, sejam estes os dos chineses, hindus, indígenas. Ao contrário, o enfoque principal da biomecânica, em sensustrictu, é a biologia, a fisiologia ou a patofisiologia, onde a doença é encarada como um processo biológico universal.
As novas discussões em Antropologia questionam a dicotomia cartesiana presente nesse modelo biomédico e concebem ‘saúde’ e ‘doença’ como processos psicobiológicos e sócioculturais. Nesta abordagem, a enfermidade não é vista como um processo puramente biológico/corporal, mas como resultado de quais significados são atribuídos a ela pelo contexto cultural e a experiência subjetiva de sofrimento.Para aprofundar esta nova discussão na Antropologia, é necessário se entender a cultura como dinâmica e heterogênea e a doença como um processo social e como experiência pessoal.
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Embora sempre tenha existido um conhecimento psicológico do senso comum, em todos os povos humanos, esse trabalho definirá a Psicologia como aquela produzida pelo saber científico, isto é, elaborada a partir de “um conjunto de conhecimentos sobre fatos ou aspectos da realidade (objeto de estudo), expresso por meio de uma linguagem precisa e rigorosa” (Bock et alii, 2002:19). Tais conhecimentos necessariamente devem ter sido produzidos por métodos e técnicas rigorosas para terem legitimidade científica. Diante disso, qual o objeto da Psicologia?
Caso essa pergunta seja feita a um psicólogo behaviorista, ele dirá: o comportamento humano. Um psicanalista responderá: a estrutura mental inconsciente do indivíduo. Um psicólogo da personalidade falará que é a personalidade única e inimitável que cada sujeito possui; um psicólogo social dirá que é a interação entre as pessoas. Não obstante cada especialidade da Psicologia lide com uma faceta do ser humano, o que realmente peculiariza a Psicologia em relação às outras ciências humanas (Sociologia, Antropologia, Economia, etc.) é o foco na subjetividade, que vem a ser
“(...) a síntese singular e individual que cada um de nós vai constituindo conforme vamos nos desenvolvendo e vivenciando as experiências da vida social e cultural; (...) é uma síntese que nos identifica, por ser única, e nos iguala, na medida em que os elementos que a constituem são experienciados no campo comum da objetividade social” (Bock et alii, 2002:23).
Portanto, a subjetividade, fenômeno que atravessa todas as especialidades e correntes psicológicas, é formada por idéias, emoções, significados, personalidade, constituição biológica, vivências, mas não se reduz a nenhum desses elementos exclusivamente. Sentimos, pensamos, fantasiamos, sonhamos, fazemos, enfim, somos de uma maneira única e irrepetível no mundo. A subjetividade é fruto da nossa inserção no mundo, mas não é passivamente fabricada. Por outro lado, também não é dada geneticamente, pois, se assim fosse, não sofreria alterações.
Os profissionais e pesquisadores em Psicologia que se debruçam diretamente sobre os temas da saúde e da doença se reúnem sobre a rubrica Psicologia da Saúde. Essa congrega, como sub-divisões, a Psicologia Médica e a Psicologia Hospitalar. A primeira estuda e atua, fundamentalmente, as relações paciente-médico e a segunda as relações organizacionais e institucionais do ambiente hospitalar e clínico, formado pelo corpo de enfermeiros, médico e pelos pacientes. As formas como todos eles interagem entre si é fulcral para o tratamento da doença.
Esse tópico, para que não se torne repetitivo em relação ao que já vem sendo estudado no curso como um todo, como, por exemplo, a teoria específica da Atenção Farmacêutica, se deterá primordialmente nos aspectos psicossociais dessa prática profissional.
Considerando-se que a relação paciente-farmacêutico envolve, no mínimo, duas pessoas, se supõe que a Psicologia que for ali empregada é, antes de ser clínica, transpessoal, existencial, etc., uma psicologia social, pois se trata de uma interação humana. Nesse sentido, Concelliéri (2000) coloca que os profissionais da área de Farmácia devem levar em conta não somente seus saberes técnicos e medicamentosos, mas também aspectos psicossociais na promoção da saúde do outro.
Do ponto de vista da identidade do farmacêutico, não obstante também caberia recurso à Antropologia, a Psicologia Social a define como uma dada maneira de se ver e de ser visto, maneira essa que interfere sobremodo na forma como nos portamos no mundo (Bock et alii, 2002). Dessa forma, o farmacêutico deve se portar como um profissional para além do ‘vendedor de remédios’ e, para fazer jus a um papel específico, enfim, para fazer diferença, pode lançar mão de diversos conhecimentos psicológicos, saindo “(...) do campo meramente teórico ou clínico para o dia-a-dia do ser humano” (Concelliéri, 2000:26).
Partindo da perspectiva sócio-histórica, tal qual a adotada nesse artigo, o autor crê veementemente que a relação do paciente com sua enfermidade pode interferir no prognóstico da doença, bem como que o tipo de relação estabelecida entre o farmacêutico o enfermo interfere fortemente no tratamento. Isso se dá, segundo ele, porque, sendo o ser humano basicamente relacional, ele influencia e é influenciado pelos outros ao seu redor, por isso estamos todos numa grande teia, numa rede social.
Concelliéri (2000) aponta vários estudos indicando as íntimas relações entre emoções, saúde/doença e relacionamentos humanos. O exemplo clássico é o do cônjuge, a princípio saudável, que falece logo após a morte do parceiro, ou crianças que adoecem após a separação dos pais. Esse campo vem sendo explorado especialmente pela psicossomática[1]. Embora a maioria das doenças surja pela exposição a agentes patológicos, seu posterior desenvolvimento (ou não), tem interferência direta das relações sociais (meio ambiente onde se vive) e pessoais (apoio, estigmatização de certas moléstias, como a Aids, p. e.). Ambos aspectos, sócio-econômicos e interpessoais, ativam ou bloqueiam o sistema imunológico humano. Além disso, o autor destaca que
“(...) devemos também considerar o adoecer, que é a experiência subjetiva de estar doente, como fator relevante na evolução da doença ou da cura. (...) A doença é a expressão de uma alteração física e psíquica, uma vez que ela acontece no ser humano, e este é indivísivel” (Concelliéri, 2000:27).
A relação farmacêutico-paciente pode ajudar no processo de cura se for encarada sob uma nova ótica, assim, a ‘Atenção Farmacêutica’ deve tomar o aspecto de uma relação entre dois seres humanos. Diversamente da visão do passado, onde o doente era visto como estando separado da doença, nas ciências da saúde atuais o pilar humanista tem sido cada vez mais atuante, fazendo com que a relação seja cada vez menos impessoal.
Concelliéri (2000) diz que o farmacêutico, assim como todos os profissionais da saúde, deve estar envolvido (o que é diferente de íntimo) e compromissado com aquela relação estabelecida junto ao enfermo. Por outro lado, o paciente deve aderir à relação, o que também é distinto de obedecer totalmente aos mandos do profissional. O farmacêutico deve transmitir credibilidade, expondo de maneira clara seu papel (até onde vai sua atuação, por exemplo) e quais as funções de dado medicamento.
O farmacêutico deve ser próximo, mas sem ser ‘amigo’ do paciente. A relação deve ser amável e cordial, mas não afetiva no sentido de um enlace amoroso. Concelliéri (2000) previne também que outra habilidade essencial do farmacêutico é aprender a ouvir, não só ser ouvido. ‘Escutar’ mensagens implícitas (não ditas) emitidas inconscientemente pelos pacientes é outra tarefa que requer habilidades psicológicas. Se ele perceber que o diálogo rumou para assuntos pessoais que nada tem a ver com a prescrição medicamentosa e a relação disso com a doença, se se tornou um ‘bate-papo’, deve, educada e sutilmente, fazer com que a converse volta para os temas que lhe dizem respeito enquanto profissional, pois suas atribuições não se confundem com as do assistente social nem com as do psicólogo.
Por muitos anos, no Brasil, as pesquisas oficiais e/ou governamentais ignoraram as variáveis ‘cor’ e sexo, não obstante a realidade cotidiana de racismo e sexismo nas relações sociais. Isso começou a mudar quando o censo de 1976, ainda que deficientemente, introduziu perguntas que desmascaravam a tão apregoada ‘democracia racial’ brasileira’ e descortinavam que o sexo feminino ocupava um lugar subalterno no mercado de trabalho.
A partir daí o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística passou, cada vez mais, a levar tais aspectos a sério, informado, sobretudo, pelos movimentos negro e feminista. Assim, seja o advogado, o médico, o assistente social ou o farmacêutico se deparam, em sua prática profissional, com o fato de que “a organização social brasileira (...) expressa situações discriminatórias sobre segmentos específicos da população” (Nascimento, 2000:131).
Partindo das premissas metodológicas marxistas, esses estudiosos insistem que o conhecimento profundo sobre certa realidade exige uma apreensão das múltiplas determinações desta. Portanto, as explicações devem ser, necessariamente, multicausais. A interdisciplinaridade e mesmo a transdisciplinaridade, tal como se propõe nessa abordagem de Atenção Farmacêutica, devem ser a tônica de qualquer procedimento profissional e/ou intelectual.
Assim sendo, todo fenômeno social é relacional, dinâmico e dialético: é produto da interação das pessoas, está sempre em movimento e afeta e é afetado pelas práticas individuais. Logo, as questões de classe, raça e gênero se determinam mutuamente e, assim, entende-se que o sujeito universal, uno e coerente, como propunha o pensamento cartesiano, é inexistente. O que há são sujeitos contextuais, multideterminados. Não existe sujeito neutro como pretendia o mecanicismo.
Nesse raciocínio, a atuação sob o enfoque das ciências humanas requer outras categorias além de estruturas de pensamento mais refinadas, que consideram a complexidade e o caráter contraditório dos seres humanos. Um exemplo: uma mulher branca pode ser dominante na relação social com sua empregada negra, mas submissa em sua relação de trabalho com um patrão negro.
Os sujeitos, tal qual os grupos, são diversos, portanto, nas análises deve-se conceber “a práxis social (...) como rica, complexa, plural, contraditória, diversificada e, acima de tudo, com intenções” (Nascimento, 2000:133). Se a unilinearidade funciona nas pesquisas e atuações das ciências exatas, por exemplo, no campo do ser humano é impossível se encontrar uma interação social concreta homogênea, equilibrada e controlável, laboratorial enfim.
Por outro lado, Nascimento (2000) alerta para o risco de se considerar o ser humano como simples marionete das condições sociais. Assim, o sujeito que busca um serviço de saúde qualquer é agente de sua vida em certa medida, é um sujeito pensante que, de diferentes modos, pode já ter refletido sobre sua etnia, sexo, classe e as especificidades decorrentes desses fatos. Ele então escolhe, opta, dentro de um leque mais ou menos limitado, detém certa autonomia sobre sua trajetória.
Em outros contextos os problemas sócio-culturais se manifestarão em outros termos: numa maternidade, por exemplo, onde trabalham maciçamente mulheres e os pacientes são, exclusivamente, mulheres, as questões ligadas à faixa etária, serão, certamente, mais atuantes que as questões de gênero. A questão religiosa também é assaz atuante na recusa de certos medicamentos e produtos farmacêuticos, como acontece na Índia, por exemplo.
As várias reuniões da Organização Mundial de Saúde, acontecidas na década de 1990, estabeleceram alguns parâmetros para a teoria e a prática da Atenção Farmacêutica. Desse modo, da leitura desses documentos pode-se destacar diversos aspectos pertinentes à atuação desse profissional nas relações interpessoais (face a face) e nas relações que ele estabelece nas comunidades (aspectos mais sociais da farmácia).
Em primeiro lugar se recomenda atentar para o fato de que as condições sócio-econômicas de um país interferem no grau do seu desenvolvimento sanitário e bem-estar na população. Por outro lado, as características demográficas fazem com que determinados problemas de saúde existem em alguns contextos e não em outros. Em países europeus, por exemplo, medicamentos ligados ao atendimento geriátrico são mais comuns que em países subdesenvolvidos da África, onde a epidemia de Aids impede que exista um grande número de pessoas com mais de 80 anos.
O documento define Atenção farmacêutica como uma concepção de exercício profissional onde o paciente – individual ou coletivo – é o principal elemento das ações do farmacêutico. É o conjunto das atitudes, comportamentos, compromissos, valores, conhecimentos e destrezas desse profissional na prática da farmacoterapia, objetivando atingir resultados terapêuticos definidos sobre a saúde e a qualidade de vida dos sujeitos.
No que tange à comunidade, esse novo conceito acredita que o farmacêutico, ao lado de outros profissionais da área de saúde e bem-estar da população, pode contribuir para a mudança da qualidade de vida de indivíduos em situação de risco não só do ponto de vista físico, mas também psíquico e, porque não, social. Desde o princípio, a OMS reconheceu que o trabalho em equipe é o único capaz de transformar tanto as realidades sociais quanto as individuais; especialmente em contextos com deficiência de recursos financeiros, como é o caso dos países latino-americanos, o auxílio recíproco entre os profissionais que lidam diretamente com comunidades carentes – assistentes sociais, médicos, farmacêuticos, etc. – é imprescindível.
Sob o ponto de vista de constituição da sua identidade, o profissional deve, então, entender sua atuação para além dos limites do estabelecimento farmacêutico e/ou posto de saúde, mas ao mesmo tempo, deve se resguardar de invadir – mesmo que inconscientemente e com ‘boas’ intenções – as fronteiras dos outros profissionais – médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos.
A Atenção Farmacêutica deve ter um caráter global, nesse sentido. O farmacêutico deve desenvolver a habilidade clínica para avaliar o quantum de atenção/acompanhamento que certo paciente necessita ao estabelecer uma relação profissional. Em geral, crianças, idosos, pessoas assaz debilitadas, os que sofrem de deficiência respiratória, renal ou hepática, conforme o texto da OMS, são pacientes que demandam um acompanhamento mais detido e encontros mais freqüentes, visto que exigem de uma avaliação constante dos efeitos dos remédios sobre eles e sobre as enfermidades.
Alguns elementos são essenciais para a análise da farmacoterapia individual: levantamento e registro de dados referentes ao uso de medicamentos por certo paciente no que se refere aos possíveis efeitos colaterais, às doses excessivas, doses insuficientes, problemas pessoais que estão intervindo no tratamento (p. e., ele falta aos compromissos agendados com o farmacêutico, etc.), a opinião dos pacientes sobre possíveis mudanças após o uso do medicamento, sugerir alterações no modo de vida dos pacientes (p. e. no que se refere ao consumo alimentar).
No que concerne à atuação do farmacêutico na comunidade, a OMS recomenda: 1- considerar a realidade das políticas públicas referentes à distribuição de medicamentos; 2- saber trabalhar em equipe com outros profissionais do campo da saúde; 3- ter conhecimento sobre os aspectos legais do uso e consumo de certos medicamentos; 4- verificar como os medicamentos são armazenados e posteriormente distribuídos para outros lugares; 5- colocar-se como referência para a comunidade e mesmo para outros profissionais acerca das propriedades farmacológicas e bioquímicas de remédios e até de alimentos; 6- auxiliar nas investigações diagnósticas de epidemias, entre outros aspectos.
Dessa forma, tendo essas perspectivas em vista, creio se conseguirá atingir os objetivos expressos na disciplina específica do curso que aborda, interdisciplinarmente, tanto os temas sociais quanto individuais, sendo que o resultado dessa visão interdisciplinar é uma formação mais sólida sob o ponto de vista das ciências humanas. Portanto, faço minha as palavras veiculadas na ementa da referida disciplina no que tange aos seus objetivos:
“Discutir com senso crítico na arte do pensar contextualizado que começa no macrocosmo da sociedade e atinge as experiências únicas de um indivíduo. Propor o deslocamento do pensamento do eu e do produto para a existência humana, tanto coletiva quanto individual. Contextualizar a prática da atenção farmacêutica numa conjuntura mais ampla do que a própria prática profissional, privilegiando seus fundamentos filosóficos, criando uma atmosfera adequada e segura para que o estudante reflita sobre o SER profissional, propiciando o surgimento de uma nova maneira de SER que seja mais consciente, responsável e pró-ativa. Preparar o estudante para a abordagem e o acompanhamento mais humano do paciente, atendendo às experiências singulares dos indivíduos”.
[1] Sobre isso ver DAHLKER, Rüdiger. A doença como símbolo. São Paulo: Cultrix, 1996.
Referências Bibliográficas
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